Lula remando para um lado, Haddad para o outro

Lula remando para um lado Haddad para o outro
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Lula em síntese magistral: “Quando eu vou conversar com os EUA, não fico preocupado com o que a China vai pensar da minha conversa. Estou conversando sobre os interesses soberanos do meu país. Quando venho conversar com a China, também não estou preocupado com o que os EUA estão pensando. Estou conversando sobre os interesses soberanos do Brasil.”

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Lula fez um discurso excepcional na posse de Dilma como presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento. Afirmou a posibilidade de transações entre os países do BRICS fora do padrão-dólar, criticou acidamente o FMI e expressou solidariedade à Argentina. A diplomacia presidencial nos tira da mediocridade na política externa!

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Lula assumiu posição corajosa ao dizer que os EUA devem parar de incentivar a guerra. Gera contrariedade no governo Biden e na direita daqui. Precisará cada vez mais de apoio popular para enfrentar pressões reacionárias. No entanto, ações de Haddad remam em sentido contrário.

Retirada de subsídios da gasolina, cobrança de impostos que atingem os pobres e o próprio arcabouço fiscal – com suas enormes restrições às iniciativas do Estado – tendem a provocar queda na qualidade de vida na base da sociedade. Índices de aprovação do governo podem cair.

O fiscalismo na economia pode enfraquecer Lula assim como as ações de Levy corroeram a popularidade de Dilma. E isso no momento em que o presidente precisa fortalecer sua legitimidade. Como diria o próprio Haddad, é preocupante…