Lula rebate relatório dos Estados Unidos sobre direitos humanos: “Ninguém está desrespeitando”.
Em resposta a um relatório do Departamento de Estado americano que apontou deterioração nos direitos humanos no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (13/8): “Ninguém está desrespeitando regras de direitos humanos como estão tentando apresentar ao mundo”. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto.
O petista dirigiu críticas aos Estados Unidos: “Os nossos amigos americanos toda vez que resolvem brigar com alguém tentam criar uma imagem de demônio contra as pessoas com quem querem brigar”. E completou: “Agora, querer falar em direitos humanos no Brasil… Tem que olhar o que acontece no país que está acusando o Brasil”.
Contexto do relatório
O documento entregue ao Congresso americano na terça-feira (12/8):
-
Critica Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes;
-
Questiona prisões de apoiadores de Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe;
-
Integra o “Relatório de Práticas de Direitos Humanos 2024”, avaliação anual que abrange 196 países da ONU.
Defesa institucional
Lula destacou a autonomia do Judiciário brasileiro:
“O Poder Judiciário autônomo está garantindo a Constituição. O Poder Executivo nem o Congresso Nacional têm incidência nos julgamentos do Supremo”.
Sobre as acusações, foi enfático:
“O Brasil não tinha razão para ser taxado. Não aceitaremos a pecha de que não respeitamos direitos humanos”.
Resposta às tarifas de Trump
No mesmo evento, o governo anunciou medidas contra o “tarifaço” americano:
-
Linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas afetadas;
-
Adiamento de cobrança de impostos;
-
Compra de produtos por entes federativos.
Lula reafirmou a busca por diálogo:
“Vamos continuar teimando em negociação porque gostamos de negociar. Não queremos conflito com Uruguai, Venezuela, quanto mais com EUA”.
Mas ressaltou limites:
“A soberania nossa é intocável. Ninguém dê palpite no que temos que fazer”.
Estratégia comercial
O presidente sinalizou diversificação de parceiros:
“Temos muito que aprender com a Índia. Em vez de chorar o que perdemos, vamos procurar ganhar outro lugar. O mundo é grande”.
Excluiu retaliação imediata:
“Não anunciamos reciprocidade. Não queremos justificar piorar nossa relação”.
Fica o recado
Sobre a postura americana, concluiu:
“A aposta feita pelos EUA pode não dar certo. Eles estão com bravatas e não querem negociar”.






