Bolsonaro só se proclamará plenamente vitorioso neste 7 de setembro se houver confusão. Sua métrica não é apenas colocar multidões nas ruas; é colocar multidões que intimidem. Ninguém estimula sua turma a se armar e a agredir as instituições para realizar marchas ordeiras e pacíficas. Assim como investe no caos há quase três anos, suas hordas de hoje vão para o quebra-quebra.
O caminho buscado é debitar a mazorca em supostas provocações do STF, do Congresso e da esquerda. É uma senda perigosa também para ele. Se não conseguir um efeito Reichstag, de se vitimizar e culpar os culpados de sempre, pode se isolar ainda mais.
Mais do que nunca, seu caos tem método. Neste feriado, não é apenas Bolsonaro quem busca um incêndio. É a extrema-direita mundial que vê no Brasil sua encruzilhada. As nada ocultas movimentações de personagens sinistros do extremismo conservador estrangeiro nos últimos dias mostra isso.
Há método, estudo, grana e plano nesse caos. Mas repito, há riscos imensos para eles.






