Gabriel Galípolo decidiu comemorar os 60 anos do Banco Central de forma constrangedora: convidando ex-presidentes da instituição para um bate papo entre cavalheiros. Melhor dizendo, entre iguais. A conversa com Pedro Malan é especialmente reveladora.
Galípolo não se segura em adulação e babação de ovo com um dos pais do Plano Real e da implantação do neoliberalismo nessas terras. Agradece pelos serviços prestados ao Brasil, exibe admiração incontida, pede conselhos e ignora solenemente um pequeno detalhe: o país e o mudo a sua volta. Nada de Trump, nada de indústria, nada de desenvolvimento.
Galípolo, como se sabe, foi inventado por Lula e Fernando Haddad para a vida política. Galípolo é homem de confiança total de ambos. Foi Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, em 2023. Está afinado com o PT e, percebe-se agora, com o PSDB das privatizações, da entrega do Brasil ao mundo da alta finança e da adesão cega ao mercado. O vídeo abaixo mostra um encontro de almas.
Nunca houve diferenças reais entre os dois partidos. Ambos veem no Estado um problema, ambos são contra a Era Vargas e jamais o PT buscou reverter privatizações de FHC ou as políticas de arrocho fiscal e monetário.
Galípolo é Lula, Galípolo é Haddad, Galípolo é Malan. Todos comungam dos sacrossantoes interesses da Pátria. Pátria financeira, como bem define a esquerda argentina.
