Agronegócio e Nordestinos: a estratégia de Aldo Rebelo

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A reta final da campanha do ex-Ministro Aldo Rebelo ao Senado paulista teve uma reviravolta surpreendente e ascendeu o sinal de alerta em seus adversários.

Nascido em Viçosa, Alagoas, o candidato chegou em São Paulo na década de 70 e em 88 já ocupava o cargo de vereador na capital. Orgulhoso de suas origens, Aldo possui um leque de apoiadores que não apenas se reconhecem, mas compreendem que, por ser o único nordestino na corrida eleitoral, é a opção mais segura quando se fala em representatividade do povo nordestino em São Paulo.

De acordo com o último censo divulgado em 2015, São Paulo é formada por mais de 5,6 milhões nordestinos. Esse número corresponde a 12% da população paulista. Em regiões como a Grande São Paulo os números são ainda mais expressivos: cerca de 45% dos habitantes vieram de outros estados.

Responsáveis por girar a economia, nordestinos depositam em Aldo a esperança de manter viva a cultura daqueles que construíram o estado, a história de um trabalhador que alcançou seus objetivos e a bravura do sangue em comum que corre em suas veias.

Por outro lado, a incoerência de Márcio França (que traz Juliano Medeiros na cartola) e o elitismo de Marcos Pontes afastam o voto desse eleitorado – não existe empatia, sequer menção àqueles que tanto contribuíram para o desenvolvimento paulista.

Que o cenário polarizado limita diálogos não é novidade para ninguém, no entanto, quando há autoridade no assunto parece que as coisas mudam um pouco, pelo menos para Aldo. Relator do Novo Código Florestal e declaradamente defensor do agronegócio brasileiro, a recepção da classe de produtores rurais (em sua maioria à direita) é mais que calorosa.

Respeitado tanto por autoridades, quanto por empresários do ramo, na última semana o candidato percorreu mais de 2.000 km pelo interior do estado e, por onde passou, foi aclamado.

Aldo Rebelo na Usina Ibéria em Borá no interior de São Paulo.

A trajetória política de Aldo Rebelo pesa, mas sua sensatez e propriedade no âmbito rural quebra a balança. Assim como o povo nordestino, não há outra opção ao Senado que melhor represente e compreenda o cenário Agro no Brasil, Aldo segue como o mais preparado.

Por fim, o manejo entre grupos polarizados segue como um dos pontos cruciais na hora da escolha do eleitor. Afinal, um Senador deve (ou ao menos deveria) representar toda a população, e esse poder, apenas Aldo Rebelo tem.

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