Pesquisa Quantivus confirma Datafolha e mostra cenário de empate triplo sem Lula

Pesquisa Quantivus confirma Datafolha e mostra cenario de empate triplo sem Lula

Pesquisa exclusiva encomendada pelo Centro de Estudos do Desenvolvimento Nacional e realizada pela Quantivus (ex-Process Desenvolvimento e Pesquisa) revela cenário similar ao revelado pelo Datafolha com empate triplo nas intenções de voto para Presidente em 2026.

Foram 2178 entrevistas telefônicas realizadas de 05 a 16 de maio de 2025, o que resultou em margem de erro de 2,1% para um intervalo de confiança de 95%.

Em cenário base com Lula e Bolsonaro, os resultados foram de liderança de Bolsonaro com 38,20%, seguido por Lula com 36,55% e Ciro com 12,90%. Nesse cenário, os votos nulos e brancos seriam de 5,10% com 7,25% de indecisos.

Em cenário sem Lula e Bolsonaro, com Haddad e Tarcísio representando os respectivos campos, temos um empate triplo dentro da margem de erro com Tarcísio atingindo 28,65%, Haddad 26,26% e Ciro 25,62%. Sem Bolsonaro e Lula, os votos nulos e brancos sobem para 11,94%.

Outro cenário interessante é o da disputa com somente Tarcísio substituindo Bolsonaro. Nesse caso, teríamos hoje Lula com 35,54%, Tarcísio 28,97% e Ciro com 20,98%. Os nulos e brancos recuariam para 8,22%, o que indica cerca de quatro pontos da intenção de votos de Lula engrossa o voto nulo em cenários sem ele.

Ciro vence em todos os cenários de segundo turno testados com seu nome. De Lula, vence por 38,29% a 36,23%; de Tarcísio, por 41,37% a 34,30% e de Haddad por 43,57% a 25,99%. No cenário atualmente mais provável de segundo turno, Tarcísio venceria Lula por 44,72% a 38,52%.

Os cenários testados incluíram somente três nomes depois da segunda inelegibilidade decretada de Pablo Marçal. O objetivo foi mensurar potenciais de voto de forma mais realista, uma vez que todos os governadores liberais têm dado indicações de que não concorrerão contra Tarcísio, se unificando em apoio a seu nome caso ele seja candidato. Também não foi testado os nomes de Michele e Eduardo Bolsonaro contra ou no lugar do nome de Tarcísio, por limitações de recursos disponíveis e medo de aumento muito grande de formulários perdidos por desistência.

Sobre nossos fundos, algo curioso. Essa pesquisa foi diretamente fruto de doações de centenas de nacionalistas, revoltados com a falta do nome de Ciro em simulações de segundo turno das pesquisas que invariavelmente o colocam entre o primeiro e o terceiro lugar dependendo do cenário.

Acreditamos que os números revelados estão bem alinhados com outros números disponíveis em pesquisas Datafolha e Paraná, mostrando, no entanto, um potencial real de disputa para Ciro contra o próprio Lula no cargo, uma vez que ele tende a herdar, ao menos num primeiro momento, oito pontos das intenções de voto em Bolsonaro quando o ex-presidente não está no questionário.

Independentemente do cenário que venha a se formar, parece que o eleitor mais poderoso do Brasil hoje é, surpreendentemente, Ciro Gomes. Se for para o segundo turno tende a vencer. Se não for, seu apoio tende a definir o vencedor. Se não concorrer, será o principal nome a impor condições programáticas numa eventual grande aliança heterogênea que deve vencer as próximas eleições presidenciais.

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